RONDINHA – MUNICÍPIO COMPLETA 52 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA

27/03/2017

RONDINHA – MUNICÍPIO COMPLETA 52 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA

Neste dia 28/03/2017 o município de Rondinha comemora a passagem dos 52 anos de emancipação político administrativa. A origem de sua história deu-se em fins da década de 1840, quando tropeiros firmam uma nova via de trânsito para o território riograndense:A estrada das Palmas. Essa estrada, saindo da extremidade sul do antigo caminho de São Paulo a Curitiba, cruzando o rio Uruguai no Passo do Goyo-em, seguindo por Nonoai e Palmeiras das Missões, em campos vizinhos de Passo Fundo e Cruz Alta, alcançava o antigo povo missioneiro em Santo Ângelo. A partir de então, o comércio das tropas era feito por estes dois caminhos, seguindo para os campos de Santa Catarina e Paraná. Nos campos de Passo Fundo a Nonoai havia uma ronda de animais, conhecida inicialmente como ronda da Serrinha, e um controle para cobrança de impostos das tropas de cavalos e muares que por ali passava.

Posteriormente, novas rondas ou paradouros foram criando-se, como "Rondinha do Campo", atual município de Ronda Alta e "Águas de Rondinha", atual município de Rondinha, cuja linguagem popular diz que “lá existiu e existe uma fonte de água mineral, onde os tropeiros faziam paradas e avistavam pequenos pássaros chamados por eles de “rondinéle,” os quais esvoaçavam pela fonte e depois seguiam viagem.” Originou o primeiro nome: Águas de Rondinha. Segundo consta nos relatórios municipais, a denominação foi imposta pelos tropeiros que, no final do século XIX e no início do século XX, cruzavam por estas terras, permanecendo nas mesmas para descansar.

No começo do ano de 1919, foi constituída uma empresa, a Colonizadora Armínio Silva & Cia, para colonizar parte da antiga Fazenda Sarandi, que deu origem aos municípios de Sarandi, Rondinha e parte de Ronda Alta. Esta empresa começou, efetivamente, a colonização da referida área, tendo como grande mediador o Padre Eugênio Medicheschi e se completou com a colonização de terras públicas através do Projeto de Reforma Agrária do Governo Brizola.

A população do município de Rondinha originou-se a partir do processo de colonização que coincide com a terceira e última fase das migrações internas de filhos de colonos, na sua maioria, italianos, no século XIX, fase esta conhecida como o salto para o planalto, onde os colonos saíram da região de serra, das prolongações de São Leopoldo, Garibaldi, e Bento Gonçalves. Normalmente o chefe da família chegava antes para tomar conhecimento do lugar, para a aquisição das terras e para preparar uma pequena moradia para que, em seguida, pudesse buscar o restante da família.

Com o passar do tempo a população foi crescendo a ponto de tornar-se a "Vila das Águas de Rondinha", em 1936 foi elevada a categoria de distrito de Passo Fundo. Esta vila, em 1939, por força do Decreto Estadual nº 7.840, passou a figurar como Distrito do Município de Sarandi, com a denominação de "Rondinha".

O Município de Rondinha foi criado pelo então Governador do estado do Rio Grande do Sul, engenheiro Ildo Meneghetti, conforme Lei Estadual nº 4.832, do dia 02 de dezembro de 1964, publicada no Diário Oficial do Estado nº 118, de 03 de dezembro de 1964. As primeiras eleições municipais de Rondinha ocorreram em 21 de março de 1965, com a posse dos eleitos e a instalação oficial do Município em 28 de março de 1965, sendo o primeiro Prefeito Municipal, o Sr. Armindo Lunardi.

Após a administração do Sr. Armindo Lunardi, Rondinha elegeu, nos anos subsequentes os prefeitos: Eugênio Antônio Merlin (1969 a 1973), Ladislau Krzyzanski (1973 a 1977), Eugênio Antônio Merlin (1977 a 1983), Alvarino do Amarante Cardoso (1983 a 1988), José Lir Griza (1989 a 1992), Alvarino do Amarante Cardoso (1993 a 1996), Ildo De Rocco (1997 a 2000), Edimir Luiz Bottan (2001 a 2004), Aldomir Luiz Cantoni (2005 a 2008 e 2009 a 2012), Ezequiel Pasquetti (2013 a 2016 reeleito 2017 a 2020).

Além de oferecer aos visitantes as belezas naturais, o município é conhecido por sua histórica fonte de água mineral situada junto à Praça Padre Eugênio, pelo povo acolhedor e hospitaleiro, pela gastronomia italiana, pelos importantes eventos regionais que realiza e também pelo grande potencial de negócios e de investimento na produção de grãos, leite, suínos.

O território do município de Rondinha é de 252,2 Km²,  limita-se com os municípios de Constantina, Novo Xingu, Engenho Velho, Sarandi e Ronda Alta, conforme mapa a seguir e dista da capital do estado a 341 Km. O principal acesso ao município é pela RS 404 que liga Rondinha a Chapecó (SC), via Ronda Alta e, por outro lado, com o Município de Sarandi, bem como com a BR 386, que liga a região à capital do Estado.

A população rural de Rondinha está distribuída em 29 comunidades, tendo 22 comunidades que possuem sede social, com centro comunitário, igreja e área de lazer (Lajeado Seco Santa Lúcia, Caravágio e Fátima; Araçá Santana, Santo Antônio e São Brás; Cachoeira Branca, Visconde do Rio Branco,  Zatti, São João e Santa Terezinha; São Valentin, Formosa, São Paulo Binn, Antinha, Tunas e Marcon; Schio, Gramado, Fita Velha, Carregueta e Baios Alto) e 7 comunidades (Assentamento Cemapa, Gasparetto, Calabrês, Lambari, Pe. Eugênio, Capão Alto e Manjolinho) sem a referida estrutura. Todas as famílias da área rural possuem água potável, de poço artesiano e energia elétrica. No meio urbano, a infraestrutura ofertada à população é de boa qualidade, considerando o amplo acesso à: saúde, educação, lazer, cultura, tecnologia, saneamento básico. O comércio e indústria oferecem a comunidade diversidade, empregos e renda, gerando desenvolvimento coletivo.

A qualidade de vida da população vem melhorando gradativamente graças a estruturação dos processos produtivos das propriedades e investimento das famílias com apoio do poder público, destacando-se as áreas de produção das culturas de soja, milho, trigo, frutas, fumo, leite e suínos.

No mês de novembro de 2016 o município conquistou a 17ª posição do ranking de maior renda média domiciliar entre todos os municípios da região sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) com renda média de R$ 5.463,38 (cinco mil quatrocentos e sessenta e três reais e trinta e oito centavos) e na 12ª posição entre as 497 cidades gaúchas com maior renda familiar.

 No mês de janeiro de 2017, outra excelente notícia repercutiu no município que alcançou a 4ª posição no ranking estadual de terminadores de suínos. Já na bacia leiteira ocupa atualmente a 5ª posição de produção no ranking estadual.

O Prefeito Ezequiel Pasquetti destacou que, graças ao espírito empreendedor dos munícipes, do trabalho em parceria com entidades, diálogo, planejamento, seriedade e muito trabalho o município cresce continuamente. Citou duas obras importantes que estão sendo executadas; a conclusão da nova escola municipal no centro da cidade que será inaugurada ainda neste ano e também a construção da barragem de contenção do Rio Lambari, esta custeada integralmente pelos cofres municipais, duas ações que representarão importantes melhorias na vida da população. Pasquetti reconheceu o trabalho de todos ao longo da história do município contribuíram para seu desenvolvimento reiterando que cada um continue concentrando esforços na promoção do desenvolvimento constante e, por fim, parabenizou toda comunidade pela passagem dos 52 anos de história.

Veja mais fotos: